Nós e Eles

Cortem-lhe a cabeça

12/01/2016 • 0 Comentários

Aí você olha a ilustração e, em segredo, identifica-se.
Confessemos, às vezes dá essa vontade. É verdade.
E acontece, viu. Aqui, aí e na casa da vizinha.

É que às vezes a gente espera muito. Espera demais e a espera cega.
Queremos que eles sejam mães como nós.
Esquecemos que eles são pais.
Queremos que eles sejam nós.
Esquecemos que eles são só eles.
Queremos que eles nos compreendam.
Esquecemos que nós mesmas não compreendemos, eles e nós mesmas.
Queremos tudo e, às vezes, não enxergamos nada.
Exigimos demais, deles e de nós.
Exigimos que eles sejam exatamente o que queríamos.
Muitas vezes eles quase são mas, a essa altura do campeonato, minha amiga, só enxergamos o que não são e o que gostaríamos que fossem.
E eles não são mesmo.

Não são nós, não são mães, não são Greys.
São de verdade.
São homens, meninos, e, muitas vezes, os dois juntos, independente do quão esbranquiçada a cabeleira, ou dos poucos fios que ainda lhe restam.

Mas o tempo passa e esquecemos, justamente, dos meninos que eram e ainda são. Que faziam graça, que faziam rir.
Eles tentam, mas agora, só irritam.

Esquecemos o nosso sorriso.
E aí mora o perigo.
Esperamos muito e se esperássemos menos talvez tivéssemos mais, exigiríamos menos e, talvez, receberíamos mais.

Cortem_lhe_a_cabeca

Patrícia
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