Eneagrama

O que é o Eneagrama?

28/12/2020 • 0 Comentários

O Eneagrama é um instrumento de autoconhecimento e autodesenvolvimento pessoal, profissional e, sobretudo, espiritual.

Como assim espiritual? O Eneagrama tem algo a ver com religião? Não. O termo espiritual aqui quer dizer, em linhas gerais, a espiritualidade como sendo o sentido que damos à vida, independente se acreditamos que ela prossegue, de alguma forma, ou se extingue com a morte do corpo físico.

Inclusive, lembremos que somos constituídos por quatro corpos: o físico, o emocional, o mental e o espiritual (ou abstrato), que é justamente a parte de nós que não é dirigida por nossa lógica ou nossa razão, dado que o que experienciamos via nosso corpo espiritual não pode ser explicados por elas. Por exemplo, a sensação que temos quando meditamos, quando contemplamos a natureza ou quando, simplesmente, amamos.

Feita essa premissa, devemos compreender que o Eneagrama, inicialmente, vai nos trazer 9 padrões de personalidades (ou seja, padrões comportamentais, padrões de pensamento e padrões de emoções). Isso não significa que todos os serem humanos somente seriam passíveis de uma “classificação” em 9 caixas. Não! Aliás, o Eneagrama não é um instrumento de rótulo, ao contrário, conforme será melhor abordado em outros textos. Por ora é preciso compreender que esses 9 padrões são apenas o ponto de início de nossa caminhada via Eneagrama. Isso porque, a depender de várias minúcias que esse instrumento apresenta (como asas, instintos e níveis de consciência) podemos chegar a 1944 tipos de personalidade, isso sem contar a nossa experiência de vida pessoal, que nos faz sermos seres absolutamente únicos e distintos uns dos outros.

Por que então me localizar em um desses 9 padrões? Porque a partir do momento em que me identifico com um deles (e só eu posso dizer qual é o meu eneatipo, ainda que alguém me conheça muito ou conheça muito de Eneagrama) esse será o meu ponto de partida para ir além desse padrão.

Como assim?

O Eneagrama trabalha com dois conceitos clássicos de mapas da psiquê: a personalidade (ou Ego) e a Essência (ou Self, ou Eu-Maior, ou Alma…). Não importa o nome que daremos, contanto que compreendamos que a personalidade é apenas uma parte de quem somos, como se fosse – valendo-me de uma analogia clássica entre os estudiosos do Eneagrama – a roupa que usamos. Ocorre que somos muito mais do que a roupa que vestimos e esse “mais” é a nossa Essência.

Assim, em um primeiro momento devo identificar meu padrão de personalidade, o que já me dará um “mapa” para meu autoconhecimento de maneira profunda e séria e, sobretudo, de uma forma que me fará muito sentido, já que explicará porque faço o que faço, penso o que penso e sinto o que sinto. A partir daí poderei compreender que esses padrões são apenas a minha personalidade ou seja, a forma como, ali na infância, fui me constituindo para me expressar no mundo e me defender. Após essa compreensão, passarei a compreender o que há além dessa personalidade, o que há na minha Essência, quem sou genuinamente e como posso transcender, atravessar, ir além da minha personalidade, deixando padrões que não me servem mais, que atrapalham a forma como me relaciono comigo, com as outras pessoas e com o mundo.

É daí porque se diz que o Eneagrama é um “mapa da alma” e nos auxilia na nossa jornada, na nossa caminhada de autoconhecimento e, sobretudo, autodesenvolvimento.

Mas esse, por ora, é só o começo da história.

Seja bem-vida(o) a esse instrumento belíssimo, sério, complexo em seu conteúdo mas simples no seu manejo.

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